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Fator V de Leiden: entenda esta mutação

  • Foto do escritor: Leonardo Bonifacio
    Leonardo Bonifacio
  • 17 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

O Fator V é um dos fatores envolvidos na cascata de coagulação. Existe algumas mutações que podem alterar o funcionamento do Fator V, ocasionando risco maior de trombose venosa. Entenda esta mutação do Fator V de Leiden:


Fator V de Leiden

Fator V de Leiden: entenda esta mutação


O Fator V é um dos fatores envolvidoa no processo de coagulação sanguínea. Este processo reúne diversos fatores e células diferentes, e tem como objetivo a formação do tampão plaquetário, com consequente deposição de fibrina neste tampão, para a formação do coágulo e interrupção do sangramento ativo.


O processo de coagulação é finamente balanceado em seu processo, para que a formação de coágulo não seja excessiva ou ocorra sem necessidade, a fim de não ocasionar danos ao corpo.


Fator V de Leiden: o que é?


O Fator V de Leiden é uma mutação que ocorre no Fator V de Coagulação. É a mutação mais frequente encontrada em pacientes com trombofilia hereditária, sendo a principal causa desse grupo de doenças. A prevalência da mutação varia bastante conforme localidade, variando entre 5-10% nos EUA e Europa, 2% no Brasil, e mais baixa entre os asiáticos e afrcanos.


O que esta mutação causa?


A mutação do Fator V de Leiden causa um risco maior de formação de trombos venosos, principalmente trombose venose profunda em pernas, e tromboembolismo pulmonar.


A literatura é amplamente divergente quanto ao maior risco de tromboses arteriais, como AVC isquêmico, Ataque Isquêmico Transitório e Infarto do Miocárdio, com alguns estudos grandes apontando que existe relação e maior risco, enquanto outros estudos igualmente grandes mostrando que não há relação, permanecendo incógnita esta relação.


Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico é feito pela pesquisa da mutação no Fator V, que engloba a pesquisa das mutações R506Q, H1299R e Y1702C.


Qual o tratamento?


O tratamento depende do quadro clínico do portador. Muitos são assintomáticos, descobrindo a condição na pesquisa de familiares quando algum é descoberto com a mutação. Estes pacientes devem evitar fatores de risco para tromboembolismo, como estase sanguínea por tempo prolongado, como voos e viagens, tabagismo, obesidade, uso de anticoncepcionais, entre outros.


Alguns pacientes com fatores de risco aumentados, ou que vão passar por procedimentos de risco, como cirurgias, podem necessitar de anticoagulantes. Pacientes com histórico de trombose recorrente podem necessitar de anticoagulantes por tempo prolongado.


É fundamental a consulta com um médico especialista (Angiologista ou Hemato) para o acompanhamento correto do quadro.


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Quem faz: 

Leonardo Bonifácio

Médico formado pela UNIFESO

Pós-graduado em Pediatria pela IBCMED - SP
Especializando em Alergia e Imunologia pela UNIFASE

no Hospital Central do Exército - RJ

contato@leonardobonifacio.com

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